O último olhar e tudo passou numa câmera lenta...
Como o rio serpenteando segue o seu curso furioso...
Eu imagino que somos idênticos!
Sem cumplicidade não há sentido todas as conquistas...
Insólita e absoluta nas divagações momentâneas eu espanto a solidão.
Permaneço com a imaginação... Indo ao encontro das linhas paralelas...
Vou por aquela estrada acolhedora, querendo muito uma parceria sonhadora...
Observo carros apressados absortos numa linha lá no infinto...
A paisagem ficando no passado...
A chuva caindo de mansinho, ela afugenta meus traumas...
E por um instante no tempo corrido, olho a última vez!
Aprecio as cores lindas da estrada... As imagens confundem-se com minhas
lágrimas...
Que saudade...
GinaGuedes


















