sábado, 2 de julho de 2016

A Bela!
Como era conhecida a bela mulher estava fatigada
pelas decepções somadas, nos trajetos últimos...
Da janela do terraço ela fitava a montanha azul distante,
deu vazão a toda sua enorme tristeza.
Nunca mais ver o por-do-sol colorir o vale, pondo em matiz
diferente em cada coisa...
Nunca mais sentir a brisa fresca que vem do mar acariciando
as palmeiras, pondo música nos galhos das arvores e ondulando
de leve a relva fresca como um afago de amante...
Nunca mais ouvir o som dos riachos límpidos, correndo por entre
as pedras e o ruido dos seixos soltos fazendo dueto com o canto
dos pássaros por entre galhadas, que preguiçosa se debruçam por
entre as margens...
Nunca mais ver essas praias brancas, de areias mornas que se entregam
as marés, como as mulheres apaixonadas aos seus amantes...
Nunca mais ver essas tardes calmas em que meu vale se estende preguiçoso
para ainda captar os últimos raios do sol, como que querendo se aquecer para
passar a noite...
Nunca mais ver esse céu tão lindo, que a noite salpica de estrelas o mar, que
languidamente se espraia pela sua costa inteira...
Nunca mais em tantas outras coisas...
Nunca mais serei eu a mesma...!
#GinaGuedes




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