terça-feira, 6 de setembro de 2016

Em pensamentos aleatórios, ela olhava a cachoeira, os pingos
d'águas respingavam em seu rosto.
A paz emanava da natureza, mesclada da sua própria paz, não havia
como definir o que sentia naquele instante ímpar!
No amanhecer, como no entardecer, a luz irradiava naquele sitio de
amor. Enquanto ela esculpia na pedra bruta, a sua alma simultaneamente
também era esculpida pela sua presença de espírito forjado no amor por
sua arte...
Ela respira profundamente, deixa-se levar por pensamentos... A felicidade
não é abstrata, a felicidade é tangível em tantos aspectos...
Um mundo de sonhos... para meros mortais, seria um mundo irreal?
A cabana da cachoeira é real, onde vive essa alma iluminada partilhada com
os deuses... A cabana fica na encosta da montanha, num vale verdejante e perfeito!
Alguns metros, a cachoeira impera majestosamente em queda pelo despenhadeiro...
formando um lago de águas cristalinas.
As diversidades de cores e vidas... faz daquele recanto um pedacinho do céu.
Os ventos leves jogando os cabelos... ah! o barulho que fazem as águas. Muito
mais que uma canção de ninar...
Esse é o seu mundo paradisíaco, fascinante e perfeito! Assim, em êxtase, ela deixou
as lágrimas caírem...
Qual seria a razão das suas lágrimas?
Observando a vida pela ótica material, certamente ela não teria motivos, não é!
Entretanto, a felicidade é um estado d'alma. Ela sofria pelos infelizes que povoam
o mundo. E assim sentia-se injustiçada por compartilhar tanta paz, enquanto seus
irmãos desvalidos vagavam pelos descaminhos da vida.
Almas vazias vagam entre vidas existências...
Acalentam mentiras pra sobreviverem uma tola ilusão!!! GinaGuedes


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