Como gostaria de andar na terra batida
Com a chuva escorrendo pelos cabelos...
Ao entardecer do dia chuvoso...
Uma estrada que leve-me a qualquer direção...
Até onde meus pés suportarem
Como automonta ir ao encontro do insólito...
Talvez o incerto me atraia, mas o que é certo?
Talvez surja um anjo e assim diria: Estava a sua espera!
Ou, apenas segure as minhas mãos...
Tenho medo da travessia... Tão deserta!
Desejo que o anjo ilumine à estação...
Nada diga-me, deixe-me ir...
Quando alcançar os portais da nova morada, talvez encontre-me
abraçada e amada do jeito que peço aos céus...
Desse jeito confundo-me com à imensidão...
Nunca desisto dos sonhos meus...
A terra molhada sob meus pés, faze-me ser feliz assim quando menina.
A água descendo com pressa entre as pedras, levando os nutrientes pra onde
necessitava... Eu absorta somente sonhava... Maravilhada!
Ah! Temporais, hoje escassos. Temporais que faziam-me tão bem.
O tempo foi passando em câmera lenta... E pra que pressa, só queria permanecer.
Vez ou outra preciso mesmo retroceder...
Para poder juntar fagulhas que foram esquecidas lá no mundo teu.
GinaGuedes

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