Vou até onde a minha limitada visão alcança.
E escolho a mais próxima e brilhante.
E como ela, ligo-me numa frenética simbiose.
Meu paraíso, nos meus sonhos lindos...
A casa dos deuses, a luz ofusca-me por instantes...
Apascenta por completa minha alma sedenta!
Imagino-me entre elas, ou naquela preferida dos meus pobres olhos...
Eu a olho, ela, por sua vez parece entender-me.
Sou arrebatada ao teu seio, oh bela!
Revigoro-me em tua luz, que transcendem à imaginação!
Assim tudo em mim se harmoniza, por tê-la ao alcance da minha visão.
Mas quem é ela?
Eu a distingui por Vênus a deusa do amor!
Alusão ao planeta Vênus lá no céu do nosso mundo...
A observar e lamentar; aos nossos desregramentos compulsivos...
-Seu orbe escurecido! E seus gritos e choros convulsivos, chegam aos nossos
sensíveis ouvidos. Pedem clemência por vós...
Deixe-me ficar mais um instante... sonhando e volitando...
Na terra não mais quero morar.
Quero ficar entre estrelas e contagiar-me com seus brilhos...
Meu mundo agoniza, oh! tão triste vê-lo morrer.
A bela Vênus se apieda de nós, mas que pode ela fazer?
Se a gente escolhe sofrer, destruindo nossa casa que um dia foi paraíso!
GinaGuedes

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