Muito amarga é a minha estadia.
Muito dolorosa essa distancia de ti.
Ainda escuto os sussurros trazidos pelos ventos.
Quantos degraus ainda necessito galgar?
Não é fácil se desvencilhar!
Oh Jesus! Enquanto não caminho pra ti, minha vida se perde.
Apelo para as estações que sucedem-se... Eu nada faço!
Intermitente, vago na sombra do passado...
Essa carência desde os primórdios... Vem bagunçando minha cabeça!
Procuro os teus reflexos em mim... Miro no espelho, acreditando ver-te!
Ilusão de ótica? Pode ser! O que as carências não criam?
Essa noite desdobrada, vaguei no éter procurando você.
E sonhei que poderia ser feliz ao teu lado.
Bailando entre espaços... Vencendo às adversidades...
Te imagino no cume de um monte...
Tu me olhas de um jeito tão complacente!
Estendes tuas alvas mãos...
Sorrindo gentilmente, convidas a sentar-me ao teu lado.
E falas desse jeito:
Por que peregrinas atropelando-se?
Se o caminho designado a ti, é sereno?
Por que não deixas o passado morrer no passado...?
Não vaciles mais, agora segue-me!
Sempre estarei contigo, e te aguardo noutro tempo...
Vem... vem agora, e não olhe para trás.
Em todos os cantos dos mundos...
Estarei em vigília!!!
GinaGuedes

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