sábado, 23 de setembro de 2017

Ela olhava através da janela do seu quarto.
E seu olhar parecia apreender todo vale que estendia-se
como um tapete divino.
Do topo da montanha e longe de tudo, ela fugiu do ruído 
do mundo. Respirou profundamente, deu meia volta e, em poucos
instantes, retornava com o cavalete, pincéis e tintas.
Era assim que ela desprendia-se da profanidade urbana!
O seu mundo agora colorido e livre, mesmo assim se encontrava
tristonha. Então, o que lhe faltava? 
Solitária, todavia, sentia-se satisfeita com sua escolha.
Vivia compenetrada com a natureza exuberante e pacífica.
Seus ágeis dedos recebia o comando dos sentimentos represados
n'alma sensível.
Enquanto vivia em sociedade, teve sonhos e desejos... Contudo, não
conseguiu se encaixar na hipocrisia prosaica daquelas ilusões...
O tempo passou, e passa rápido, como um piscar de olhos na eternidade! 
Quando o inverno chegou, veio a neve que congelou as esperanças...
Aspirava ter o amor que muito havia acalentado no coração.
O seu avental manchado de tintas, e o pincel preso entre os dedos, seus 
instrumentos de trabalho salvador.
Como válvula de escape, deixou-se contagiar pela beleza espetacular e por
suas lembranças...
Ela se retratou! Traduzindo ao mundo a sua história:
Por mais que fujamos dos problemas, eles tendem a crescer.
É preciso ter coragem e atitude para saber se conduzir na vida.
Manter os desejos equilibrados na continuação dos dias...
Nessa condição que alimentamos e merecemos manter na sobrevivência
de todos os dias!!!
GinaGuedes 









Nenhum comentário:

Postar um comentário