quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Como um pintor que vê sob os seus dedos nascerem as cores de um dia, e que não volta mais.
Como uma imagem amarelada e plasmada num canto qualquer.
Como um rio que vai serpenteando o desconhecido...
Como as chuvas que caem dos céus indo desaguar nos oceanos...
Como uma lágrima teimosa que desconhece o comando.
Como bailar sem braços para conduzir-me.
Como olhar os ponteiros intermitentes do velho relógio.
Como esperar por quem não vem.
Como perder o que jamais teve.
Como sonhar sem estímulo.
Como acreditar que sou eu mesma ali na parede retratada.
Como esvaziar gavetas sem nada...
Como ainda acreditar na bondade humana.
GinaGuedes





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