quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

O som de mau gosto. Um calor causticante.
A desorganização caótica. Todos ali alcoolizados...
Na festa dos representantes do Umbral, faziam-se presentes.
Maria estava só, ela desejava dançar naquela noite.
O ambiente nauseante a deixou tonta. Ela resolveu voltar pra casa.
Contudo, algo mudou tudo: Lá estava ele! Uma miragem cigana...
Uma vertigem quase a fez desmaiar. Em conjecturas ... Ali se fez estática.
Buscou um canto afastado e passou a observar... 
-Onde já vi esse rosto? O conheço, sinto que o conheço muito!
O coração acelerado pela emoção momentânea não sabia que rumo devia tomar.
-O que faço? Talvez, nunca mais essa silhueta cigana surja no meu campo de visão.
Maria se apaixonou pela primeira vez. E desde aquele inusitado instante o seu coração
perdeu a paz.
Passou a frequentar a noite. Procurava por ele nos bares, nas danceterias... 
O tempo passou... Arrastou seus devaneios e, muito chorou. Nunca mais...
Nunca mais sonhou, nunca mais esperou pelo sorriso dele.
Então, quando já havia esquecido do homem dos seus sonhos, ele a visitou no sonho.
Ele disse: Maria, naquela noite também fiquei maravilhado com sua presença.
Você é bela! Me apaixonei. Quis me aproximar, contudo, o destino não quis assim.
Tive que sair às pressas pra resolver algo urgente. E foi naquela noite fatídica que
morri pro mundo!
Não fique triste, aqui estou vivo, minha amada, espero por ti. E quando atravessares o umbral
da vida maior, nos reuniremos pra sempre.
Foi só vislumbre teu que ressuscitou em mim o amor eterno!
Sou feliz porque você existe. 
Onde estiveres, eu, contigo, estarei... Sempre... Até um dia!
Até logo!






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