O sol despedia-se de mais um dia.
Eu absorvia os últimos raios com melancolia.
Olhava a estrada sem fim...
Não sabia o que esperava surgir.
Lá num canto, meu gato olhava-me, sem nada entender.
Os olhos teimavam buscar longe, algo que me transportasse...
Ao baixá-los, vi as formigas que transitavam por ali.
Na pretensão abusiva, imaginava ser eu, única ali que também procurava...
Cadê minha doce mãezinha?
Ela foi embora sem se despedir... Nem ela sabia que não teria volta!
Como é dolorida a partida dos quem amamos...
Um dia acordamos para viver um pesadelo!
Somos vagos hóspedes desse mundo que mascara...
Se num dia sorrimos, em outro, choramos...
E buscamos algo que preencha o vazio que dá sentido a vida!
E viver assim é quase morte... Viver numa corrida frenética contra o tempo.
É saber que tudo passará um dia qualquer...
Todos procuramos alguma coisa que faça o coração bater forte.
Que sorrimos simplesmente por sorrir.
As lembranças que teimam vir à tona...
Alguma canção francesa que faz tremer todo o corpo, motivado pela emoção.
Seu nome ser articulado no tom amoroso, por alguém que disse:
Eu te amo! São coisas assim, lembranças assim, que motivam ainda.
Mesmo sendo uma quimera!!!
GinaGuedes

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