sábado, 5 de dezembro de 2020

Uma grande tempestade anunciava para breve.

Uma noite fria, triste e longa... 

Olhos famintos buscavam resquícios de comida, nada havia ali.

 Alguns metros dali, tinha uma bela moradia. Vozes chegavam

aos ouvidos daquela figurinha miúda! 

Ela se animou e resolveu se aproximar, contudo, ao ser percebida

foi enxotada.

Na casa, comemorava-se o aniversário do primogênito. 

Altas horas a festa rolava... Regados a bebidas, dançavam, cantavam, 

era muita alegria.

Excessos de comidas eram desperdiçadas, e os convidados eufóricos

aproveitavam o quanto podia!

Lá fora relegada ao abandono Aurinha chorava...

Fome e frio a coitadinha pedia ajuda aos céus...

Seus lamentos e miados agoniados, foram abafados pelo barulho da tempestade.

Cega e doente suportou a chuva torrencial.

Novo dia despertou-a para a vida.

Foi assim que essa bichinha chegou à casa onde seria dali por diante o seu lar.

Alma daninha, corações desalmados... gente ruim!

O mundo tá repleto de gente assim.

Desde que estejam fartos e seguros, nada importa.

O egoísmo mata! Não existe maldade que se compare ao abandono e a fome!

Vivemos a época apocalítica. Os extremos se chocam... digladiam-se...

O mal cada vez mais cruel, sem dó e sem noção destrói tudo que alcança.

Ao meio da tormenta surge a mão amiga:

Coração sensível a dor alheia, que seja como for a circunstancia apresentada.

Os céus pronunciaram-se e Aurinha foi acolhida pela Debinha.

Boa garota de alma encantada!

#GinaGuedes






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