Quando menina, todo dia olhava as serras... E sonhava...
de nada entendia, mas o coração sentia.
O tempo escorreu como areia entre dedos... O sonho
mudou em aspectos... Mas, o sentimento em quase nada mudou.
Coração disparado, quando penso nas serras azuis...
Ah! Se pudesse voltar e reescrever a minha história.
Desde pequenina olhava o céu lá do Brito. Como era tão belo!
Inimaginável, majestoso, imensurável... As palavras são deficientes...
Como descrever o que via com a mente infantil?
Entretanto, guardo a relíquia no arquivo d'alma.
Sensibilizada, fragilizada e esperançosa... seguirei à jornada pelos caminhos que
despontarei.
Hoje, infelizmente aportei num lugar que não me pertence!
Passos indecisos no asfalto sufocante.
A frieza exala nas criaturas a minha volta. Somente de mentiras elas se abastecem.
Não posso mais ficar aqui e esperar um por um milagre.
Preciso lembrar que eu ainda vivo.
Preciso acabar com isso!
Vou a outros mundos, talvez haja calor humano.
Mente obtusa e energia confusa pairam na atmosfera...
Desconhecimento do sentido que imposta!
Os mistérios que fascinam... Iluminam a vida.
Fraternidades... carinho e amizade.
Respeito e sinceridade!
Raríssimo por aqui.
Então, é no passado que encontro o lenitivo reconfortante.
GinaGuedes

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