quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Quando menina, todo dia olhava as serras... E sonhava...

de nada entendia, mas o coração sentia.

O tempo escorreu como areia entre dedos... O sonho

mudou em aspectos... Mas, o sentimento em quase nada mudou.

Coração disparado, quando penso nas serras azuis...

Ah! Se pudesse voltar e reescrever a minha história. 

Desde pequenina olhava o céu lá do Brito. Como era tão belo! 

Inimaginável, majestoso, imensurável... As palavras são deficientes...

Como descrever o que via com a mente infantil?

Entretanto, guardo a relíquia no arquivo d'alma.

Sensibilizada, fragilizada e esperançosa... seguirei à jornada pelos caminhos que

despontarei.

Hoje, infelizmente aportei num lugar que não me pertence!

Passos indecisos no asfalto sufocante.

A frieza exala nas criaturas a minha volta. Somente de mentiras elas se abastecem.

Não posso mais ficar aqui e esperar um por um milagre.

Preciso lembrar que eu ainda vivo.

Preciso acabar com isso!

Vou a outros mundos, talvez haja calor humano.

Mente obtusa e energia confusa pairam na atmosfera...

Desconhecimento do sentido que imposta!

Os mistérios que fascinam... Iluminam a vida.

Fraternidades... carinho e amizade.

Respeito e sinceridade!

Raríssimo por aqui.

Então, é no passado que encontro o lenitivo reconfortante.

GinaGuedes




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