terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Os pés tocavam as areias brancas numa praia tão distante...

Nossos corpos tocavam-se e arrepiavam nossas almas.

Andávamos sem medo e sem controle do tempo.

Penetrávamos pelas veredas marcadas pelas nossas pegadas.

As cavernas eram as moradas d'onde acalentavam o nosso amor

selvagem! 

O crepúsculo convidava-nos a mergulhar em aguas gélidas nas

cachoeiras belíssimas...

Quanto tempo durou? Oh! Esquecemos! Todavia, ainda sentimos

essa atração fatal.

Quando cruzamos nossos olhares, tudo veio à tona... 

Corríamos paralelamente sem saber o porquê da sintonia

que surgia.

O fogo acendeu como no passado... A nova roupagem não escondeu

o fulgor de outrora!

Sem conhecimentos, sem responsabilidades, ambos entregavam-se aos

ímpetos contínuos...

Índia bela, sorria e corria pelos pratos verdejantes... Tute a seguia na correria feliz.

Eram felizes naquele paraíso impar. Foram felizes até a separação dos fatos...

O tempo correu célere... O despertar, sendo no final da atual era...

Tarde, muito tarde... Será? Aguardaremos o desfecho final.

Índia ou sacerdotisa... Que diferença hoje faz?

Trocamos de condições, renovamos as personalidades...

Porém mantemos a chama do amor!

GinaGuedes




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