Os pés tocavam as areias brancas numa praia tão distante...
Nossos corpos tocavam-se e arrepiavam nossas almas.
Andávamos sem medo e sem controle do tempo.
Penetrávamos pelas veredas marcadas pelas nossas pegadas.
As cavernas eram as moradas d'onde acalentavam o nosso amor
selvagem!
O crepúsculo convidava-nos a mergulhar em aguas gélidas nas
cachoeiras belíssimas...
Quanto tempo durou? Oh! Esquecemos! Todavia, ainda sentimos
essa atração fatal.
Quando cruzamos nossos olhares, tudo veio à tona...
Corríamos paralelamente sem saber o porquê da sintonia
que surgia.
O fogo acendeu como no passado... A nova roupagem não escondeu
o fulgor de outrora!
Sem conhecimentos, sem responsabilidades, ambos entregavam-se aos
ímpetos contínuos...
Índia bela, sorria e corria pelos pratos verdejantes... Tute a seguia na correria feliz.
Eram felizes naquele paraíso impar. Foram felizes até a separação dos fatos...
O tempo correu célere... O despertar, sendo no final da atual era...
Tarde, muito tarde... Será? Aguardaremos o desfecho final.
Índia ou sacerdotisa... Que diferença hoje faz?
Trocamos de condições, renovamos as personalidades...
Porém mantemos a chama do amor!
GinaGuedes

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