Ah! insólito d'alma, arrastastes tudo dentro de mim.
Quando passar; há de passar. Oh! instantes ocres...
Da argila, tu modelastes o que superficialmente
imaginastes, ser eu!
Muito distante da essência nutrida, do âmago meu.
Em mar revolto, agarro-me a vontade hercúlea de viver.
Porque viver é sobreviver às tempestades trazidas pelos
ventos vorazes...
O mundo lá fora sofre, o meu agoniza, no atual instante
que sinto o equilíbrio vacilante no despertar da verdade.
Transito por pântanos fétidos, horripilantes... deparo-me
com monstros abissais... Todos lidamos com demônios
particulares... provindos dos medos reais.
-"Filhos! Eu aqui
com você, no todo, em tudo... Estarei
vigilante nas grandes, como nas pequenas atitudes... Há muito,
direcionas vossos passos por caminhos obtusos..."
-"Acorda da lentidão que aprisiona vossas almas infantis..."
Ah! até quando olhamos os céus nas noites estreladas, sem
enxergarmos o sentido da criação?
Por que será que a pretensão faz morada e domina à razão?
Permanecemos no lodo se arrastando, articulando grunhidos
incompreensíveis...
Não andamos erguidos porque não conquistamos o direito de
volitar às estrelas nas noites sem fim...
Assim somos: formas perispirituais...
Tão além do merecer, àqueles pretensos orgulhosos que vivem
por viver!!!
GinaGuedes

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