Com retalhos me refaço. Quando juntos os pedaços
que foram esquecidos por todos os personagens...
Sigo os atalhos, aliviando a distancia...
Ao tocar o leito, meus pés enrijecem na descida petrificada.
A descida maltrata, nem assim importa, porque vem logo a subida!
A dor incomoda, mas suporto. A dor que mais sufoca, é a distancia
ainda não percorrida...
Adentro no silencio da paragem insólita... Todo o meu ser em alerta!
Agora que faço? Sem mapa e sem guia!
Quem dera agora, a sorte venha ao meu encontro.
Ah Vida! És visionária; tira esse véu da minha visão.
És o bailar da lua entre nuvens ligeiras...
Tu encantas quanto tanto sufocas... Por vezes sem entender-te.
Te aprecio de maneiras diversas... Nas manhãs, nos campos floridos....
Te mantenho, e espero-te, oh vida!
Fazes desta desdita, o oráculo sonhador!
O insólito me fascina. A dúvida me isentiva.
O medo faze-me refletir...
A natureza preenche-me de encantos...
Os céus dão-me seguimentos...
O amor preenche-me de vida!
Vida minha e vossas... Que importa os caminhos seguidos...
Nos cruzamentos dos tempos... Até as pedras se encontram...
GinaGuedes

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